Deputado explica o que fez oposição optar por Adriano Galdino

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A primeira passagem do deputado Adriano Galdino (PSB) pela presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nos anos de 2015 e 2016, o teria credenciado para assumir um segundo mandato à frente da Casa de Epitácio Pessoa. Esse teria sido o argumento adotado pelos oposicionistas para darem ao socialista os 12 votos da bancada. Para o deputado estadual diplomado Walber Virgolino (PSL), a credibilidade de Galdino lhe dá a anuência de praticamente 100% dos parlamentares.

A Assembleia, além de dar posse aos 36 deputados neste dia 1º de fevereiro (sexta-feira), realizará também a eleição dos membros da Mesa Diretora para o 1º biênio (2019-2020). A base governista se uniu em torno de um único nome, o de Adriano Galdino, enquanto a bancada de oposição realizava reuniões para debater o assunto.

Na última quarta-feira (30), os deputados oposicionistas estiveram mais uma vez reunidos. De forma unânime, optaram por também votarem no governista.

Walber Virgolino lembra que os parlamentares representam um Poder independente, desta forma, as decisões adotadas podem ultrapassar as barreiras da oposição e da situação. “Um deputado precisa ter na cabeça que a Assembleia Legislativa é um poder autônomo e as decisões, os acordos lícitos devem ser firmados e honrados dentro da Assembleia. Adriano Galdino, quando presidente, honrou fielmente tudo em que ele se comprometeu com os deputados. Então, isso fez com que, por unanimidade, todos os deputados da Assembleia votassem nele no primeiro biênio”, argumentou o parlamentar.

De acordo com o Regimento Interno da Casa, algum dos parlamentares pode apresentar um requerimento solicitando a eleição dos membros da Mesa já para o 2º biênio (2021-2022), algo que provavelmente deve acontecer. Os deputados Hervázio Bezerra (PSB) e Tião Gomes (Avante) disputam a cadeira presidencial.

PB Agora